Porquê a minha empresa deve investir no digital?
5 Julho, 2019
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Conheça o dinheiro do futuro

Libra - a moeda virtual do Facebook

Após dominar o mundo da comunicação, Facebook lança-se no mercado financeiro.

Desde o aparecimento das moedas virtuais, as chamadas bitcoins, que nos perguntamos qual será o futuro do dinheiro físico. Uma década depois do surgimento destas primeiras moedas, ainda não temos uma resposta clara para a questão. Nestes últimos 10 anos, variações na economia mundial fizeram com que muitas pessoas perdessem capital e outras acumulassem milhões, uma vez que souberam procurar o timing correto para investir. Ainda assim, podemos concluir que este universo é instável e desconhecido para muitos.

Recentemente, o Facebook anunciou que também irá investir em dinheiro virtual. Para isso, a empresa irá criar uma plataforma eletrónica chamada Calibra. A segurança destas transações, por sua vez, estará a cabo da tecnologia Blockchain, bases de dados responsáveis por criptografar todas as operações entre bitcoins de maneira aberta e transparente.

A gestão desta criptomoeda, no entanto, não será exclusivamente da responsabilidade do Facebook, já que outras empresas também estão envolvidas, como a Uber, Spotify, Farfetch e empresas de pagamentos, como PayPal, Mastercard e Visa.  Embora o objetivo do Facebook seja dinamizar as transferências monetárias, a criação da libra não está ligada a nenhum banco, uma vez que não é necessário estar regulamentada por uma autoridade central.

A maior promessa desta criptomoeda é oferecer serviços financeiros a pessoas que não têm uma conta bancária. Desta forma, terão a possibilidade de juntar dinheiro, transferi-lo e efetuar outras operações financeiras através das suas contas no Facebook, Messenger ou Whatsapp.

Apesar de inovadora, a ideia encontrou já algumas dificuldades. A maior delas devem-se aos recentes escândalos protagonizados pelo Facebook e a fuga de informações confidenciais dos seus utilizadores. Sobre este tema, Mark Zuckerberg, presidente executivo e fundador da rede social, declarou que “toda a informação que o utilizador partilhar com a Calibra vai ser guardada de forma separada da informação que é partilhada no Facebook”.

Não é exagero dizer que o Facebook mudou a forma como nos comunicamos. Agora, prestes a entrar no mercado financeiro, é possível afirmar que o funcionamento atual do universo bancário está ameaçado pelo império de Zuckerberg? Vamos pagar para ver.

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